A marca Fitness Hut estreou o conceito de ginásio – health club de baixo custo em Portugal. Com uma unidade ativa desde Outubro de 2011, tem planos de expansão arrojados para os próximos meses e anos.
Falámos com Júlio Pedro Carvalho, “owner” da Fitness Hut no intuito de perceber o que há de low cost nos ginásios e que ações vão ser desenvolvidas para potenciar a marca.
Quando foi identificada a necessidade de criar uma cadeia de ginásios low cost e quantos meses / anos levou se levou da ideia inicial à abertura da unidade das Amoreiras?
Já tínhamos assistido à nascida de várias cadeias internacionais há três anos atrás e acompanhamos o crescimento delas com muito interesse – até lançamos uma marca com o conceito parecido antes do Fitness Hut (Fitness Worx by Holmes Place). Fomos seduzidos para criar este novo conceito aproximadamente um ano antes da inauguração do clube das Amoreiras.
Os easyGym, do fundador da companhia aérea easyJet, serviram de inspiração?
Também, entre outras: Mcfit, The Gym, Planet Fitness.
Em que medida é que o Fitness Hut segue o modelo low cost?
Preços bastantes mais baixos. Cortamos nos serviços extra (de luxo) tipo SPA, restaurantes, estética, jacuzzi, piscina, etc.
Como obtêm um preço mais barato comparativamente a outros operadores do mercado?
Os nossos custos de staff são bastante mais reduzidos pelo facto que a grande maioria de pessoas do staff são Personal Trainers que pagam uma renda de aluguer ao clube e praticam e cobram o seu próprio preçário directamente ao sócio.
O Fitness Hut funcionará em modelo franshising?
Não.

O primeiro Fitness Hut foi inaugurado em meados de outubro. Quais as reações e expectativas dos investidores / consumidores?
Ficamos todos bastante satisfeitos com a rápida aceitação por parte dos consumidores. Os consumidores ficaram bastante surpreendidos com a qualidade das instalações e dos serviços disponíveis.
Que planos de expansão tem a marca para o resto de 2011 e para o ano de 2012?
Contamos abrir mais nove clubes em 2012.
Os planos não serão afetados pelo clima de crise economica patente em Portugal?
Acreditamos que o clima fortalece o plano de expansão, pois o consumidor não pára de viver e adapta-se procurando oportunidades que tenham uma relação qualidade / valor mais adequada ao seu bolso.
A estratégia passa por internacionalizar os ginásios? Chegar a outros países?
Sem duvida, em 2013 rumo a Espanha e logo de seguida Brasil.
A apresentação da base de Lisboa , que decorreu hoje de manhã no ministério da economia, contou com a presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles e do director da easyJet para Portugal e Espanha, Javier Gándara. Entrevistamos o representante da companhia low cost, no sentido de esclarecer alguns tópicos que ficaram em aberto.
Para além das cinco rotas a estrear em abril 2012, a easyJet vai proceder ao aumento de frequências nas 16 existentes?
Inicialmente o nosso objectivo será montar a base e criar as melhores condições para as novas ligações. Estamos sempre a avaliar a possibilidade de aumentar as frequências existentes, especialmente as de negócios. Para já não está planeado um aumento de movimentos mas, quando arrancar a base, esse passa a ser um dos nossos objectivos.
As 15 rotas adicionais serão implementadas gradualmente até 2015?
Não há datas definidas para a introdução. O plano é estrear cinco rotas e, com tempo e performance da base, avaliar os melhores destinos a apresentar a seguir. O nosso objectivo global passa por, em três anos, ter as 15 rotas adicionadas.
As ligações para Açores, Porto e Faro estavam entre as mais desejadas. Aumentar as ligações domésticas é uma meta futura?
A easyJet opera em 130 aeroportos e estamos sempre a estudar a possibilidades de ligarmos pontos da nossa rede aérea. Quando anunciamos uma nova rota temos de ter a certeza de que esta é mais rentável do que as já existentes. Em Portugal temos, por agora, a rota doméstica Lisboa – Funchal que podemos vir a melhorar as frequências. De momento, o nosso foco passa por ligar Lisboa a outras capitais e grandes cidades europeias, mas a eventualidade de aumentar o tráfego doméstico não está descartada.
A easyJet espera transportar 4 milhões de passageiros anuais em Portugal. Já em 2012?
Sim, esperamos que seja no próximo ano pois, no actual, estamos numa média de 3.6 milhões de passageiros para Portugal. Com os 225 mil passageiros estimados pela inclusão das cinco rotas esperamos chegar perto ou aos 4 milhões de pessoas transportadas.
Com este crescimento de tráfego, Portugal poderá passar a ter um director dedicado em vez de um Ibérico?
A estrutura não depende do volume dos passageiros transportados. Como Portugal é cada vez um mais mercado importante, pretendemos contratar um director comercial fluente em português. Ficará sediado em Lisboa.

Serão recrutados 100 novos colaboradores. Onde serão formados?
As pessoas contratadas serão sempre formadas nos nossos centros do Reino Unido. Como em todos os países, os colaboradores vão ter contratos e vão pagar impostos locais. É uma forma de mostrarmos o nosso compromisso com o país. Serão recrutados já este ano, e iniciarão de imediato um curso intensivo.
Há pessoal de bordo português a trabalhar em bases estrangeiras, interessados em ingressar em Lisboa?
Sim. Damos sempre prioridade de mudança aos nossos colaboradores. Já transmitimos as condições dos contratos da base de Lisboa à nossa rede. Os portugueses interessados em vir para Lisboa vão estar no topo da lista de pessoal a fazer parte da base.
O handling continuará a ser operado pela Portway?
Trabalhamos com a Portway, mas estamos atentos ao futuro da Groundforce. Não descartamos nenhum cenário, queremos ter o serviço mais eficiente e competitivo em Lisboa.
Lisboa era um destino pedido pelos aeroportos das Astúrias, Copenhaga, Amesterdão, Bordéus e Veneza?
O interesse existia nos dois sentidos. Para além de avaliarmos o interesse dos aeroportos, estamos sempre em contacto com Câmaras do Comércio de cada cidade para termos uma noção dos destinos que podem melhor servir o local.
Em quatro das cinco rotas, excepto Astúrias, a easyJet estará em competição directa com a TAP. Esperam promover um preço mais competitivo?
Para a easyJet, a concorrência é salutar e não é um factor de preocupação. Acreditamos que o passageiro passa a beneficiar com uma companhia que promove um preço mais barato. Sabemos por experiência que, quando entramos numa rota com pouca oferta, a procura expande e o mercado cresce beneficiando os vários intervenientes.
A easyJet tem preferência por um dos aeroportos falados como solução Portela +1? Alverca, Sintra ou Montijo.
É um processo muito complicado. Comprometemo-nos a colaborar com o Governo, pois temos larga experiência ao voarmos em 130 aeroportos. Seria, para já, prematuro definir qualquer preferência. Temos 2 milhões de passageiros na Portela e a transferência pode ter muitas implicações.
Em Lisboa vão ter dois Airbus A319. Poderemos ver aviões de outros modelos?
Temos uma frota já só quase exclusiva de Airbus. Procuramos ter uma média de 75% de modelo A319 e 25% de A320. Estes últimos, utilizamo-los em aeroportos com maior volume de transporte de passageiros e de rotas de longas distâncias. São os casos da Jordânia e Egipto. Não descartamos ter A320 em Lisboa no futuro.

Pastéis de nata a 40 cêntimos, bebidas a 50 cêntimos e cachorros a 1 euro? Sim são preços possíveis na pastelaria Low Costa . Come de Oliveira de Azeméis, que se assume “low cost”. A ideia nasceu de dois sócios irmãos que já trabalhavam na área e que estudaram gestão de hotelaria no segmento baixo custo. Entrevistámos Paulo Costa, um dos que levou a teoria económica à prática em bolos e refeições.
Como nasceu a ideia de adaptar o modelo de negócio low cost a uma pastelaria?
No cenário de conjuntura atual, só um conceito de baixo preço podia realmente revolucionar uma loja falida que tínhamos em Oliveira de Azeméis. Após uma falência da gerência a quem tínhamos vendido a loja, surge assim a ideia no seguimento de um trabalho que fiz para a minha tese final da licenciatura em gestão hoteleira, que acabei recentemente, sobre hotéis low-cost.
Como conseguem praticar preços low cost, ou seja, em que economizam?
Sou pasteleiro e dou cursos a adultos em contexto de trabalho, a ideia era aproveitar esta mão-de-obra para me dar uma ajuda no fabrico. Contrataria 2 funcionárias, colocaria copos descartáveis e evitaria tempo perdido a lavar loiças. Na realidade, com a abertura ainda há 8 dias. Tive de reajustar o plano inicial e hoje tenho 2 ex-alunas contratadas a tempo completo no fabrico a trabalhar. No balcão temos mais 5 pessoas isso foi por termos duplicado o meu objectivo de faturação, que era otimista.
Os produtos tipo bebidas, são de marca branca (Lidl, Pingo Doce, Continente) e fazemos as compras em lojas de hard discount (Mini Preço, etc).
So temos 6 tipos de bolos e 1 tipo de pão para não distrair o fabrico com variedades. Temos preços fixos e simples. Negociamos com fornecedores e pagamos a pronto.

A pastelaria abriu há poucos dias. Como tem sido a afluência e quais têm sido as principais reações?
A afluência tem sido brutal excedemos no dobro as nossas mais otimistas previsões. As pessoas sentem-se felizes por poder novamente comprar produtos e verem o seu poder de compra a aumentar.
A explicação foi-me dada por a minha professora de economia quando fizemos (eu e o meu sócio e irmão Miguel Costa) uma licenciatura em Gestão Hoteleira. “O preço de Equilibrio” é o valor pelo qual o cliente está disposto a pagar e quem presta o serviço, disposto a vender. Isso quer dizer que se baixamos as margens podemos vender mais e ganhar mais por menos. Simples e óbvio.
Que preços estão a praticar em pastelaria, pão, refeições, etc?
O pão é vendido a 7 cêntimos e todos os pastéis 40 cêntimos. A 50 cêntimos vendemos bebidas, águas, minis, iogurtes ½. Leite, salgados, folhados de carne, queijo, salsicha ,pão com chouriço, sopa, etc. Sandes de panado, delicias, atum, e cahorro custam 1 euro. Bolos de aniversário custam 5,99 euros, sem necessidade de pesar. O bolo Rei custa 4.99 euros a unidade de 800gr e a francesinha 3,99 euros.
A praticar preços low cost, não recebem críticas por parte de outras pastelarias / restaurantes de Oliveira de Azeméis?
Claro que sim, estamos em Portugal e quando se faz alguma coisa diferente, as pessoas desconfiam e julgam que tem de existir uma “trafulhice” qualquer. Temos recebido alguns telefonemas ameaçadores e ofensivos, sem qualquer importância.
A AIPAN (Associação Industrial de Panificadores do Norte) emitiu um comunicado exigindo fiscalizações e pondo em causa tudo e mais alguma coisa, sem qualquer fundamento. O nosso advogado já esta a tratar do assunto.
Já recebemos uma equipa da ASAE a procurar por ilegalidades na nossa parceria com a escola, no licenciamento e não só. Obviamente nada irregular foi detetado e a inspetora confessou ter sido uma queixa de concorrentes. Felicitou-nos pela ideia e pela montagem.
No mesmo dia tivemos uma inspeção do Ministério do Trabalho que procurava irregularidades e trabalho gratuito dos alunos. Estes estavam a ter aulas e foi tudo clarificado sem existir qualquer dúvida da transparência do nosso funcionamento. No fim também admitiram ser queixas de concorrentes.É normal, e estamos preparados para isso.
O Low Costa.Com poderá ser um projecto a “franchisar?
Sem dúvida. Estou a aguardar que passem alguns meses para que se consolide o funcionamento , que se corrijam algumas questões e irei converter outra pastelaria que temos em Santa Maria da Feira. Deverá ser a loja piloto no próximo verão. Será franchisada mas em loja própria.
O franchising deverá ser também ser low-cost , sem royalties nem custos mensais , só um valor inicial e um pagamento anual opcional por receber formação de novos produtos. Salvaguardarei o perímetro de concorrência entre lojas.
]]>
A cidade do Porto conta com a primeira unidade easyHotel do país. A marca de alojamento low cost é trabalhada em Portugal pela empresa Best Ecran.
Situado na Rua Alexandre Herculano, disponibiliza 56 quartos com preços a partir de 26 euros por noite.
No intuito de conhecermos melhor o modelo do easyHotel portuense e dos planos da marca para Portugal, entrevistamos a directora Talita Oka.
Em que medida o easyHotel do Porto é mais económica que outra oferta hostel da cidade?
O easyHotel não está na categoria de um hostel, mas sim como Hotel 2 estrelas. Tem tarifas bem competitivas, pois dentro desta classificação dificilmente encontrará preços a partir dos € 26.00 para um quarto duplo localizado no centro histórico da cidade.
Qual o preço base do alojamento e que extras são cobrados podem ser acrescentados?
Tarifas a partir dos € 26,00 com cama de casal de grandes dimensões, WC privativo, toalhas, gel de banho e ar condicionado incluídos. Temos uma vasta lista de opcionais, que assim foram considerados por acreditarmos não serem indispensáveis a uma estada de conforto. No entanto, todos esses extras estão disponíveis a preços muito acessíveis.
A easyHotel do Porto beneficia de pacotes realizados com a easyJet e easyHolidays?
Por já praticarmos preços baixos não fazemos pacotes.
Qual o cliente tipo tem procurado a easyHotel nestas primeiras semanas de actividade?
Cliente individual de turismo ou negócios entre 18 e 50 anos, em geral.
A aquisição de dormidas é feita por canais diferenciados? (internet, GDS, compra ao balcão). Qual a percentagem de cada uma destas e outras opções?
Sim, utilizamos os 3 canais. Aliás somos a única marca internacional de hotéis que nasceu apenas com 1 canal de distribuição, o site próprio. Neste momento as vendas electrónicas representam cerca de 2/3 da ocupação.
Gostaria de ter na cidade do Porto um easyBus para complementar a oferta alojamento + avião low cost da marca easy?
O nosso core business está na easyHotel, pelo que de momento não temos outras parcerias com o easyGroup. Além disso, e pela localização privilegiada, há metro (e outros) a 5 minutos do hotel que deixa mesmo no aeroporto em 30 minutos.
Quantas unidades esperam abrir a breve e médio prazo em Portugal? Com que características?
O nosso objectivo será a abertura de mais 3 hotéis idealmente à razão de um por ano. Neste momento prioriza-se Lisboa, sendo que os outros 2 destinos ainda estão em aberto. Serão todos com características semelhantes ao do Porto. No entanto temos ainda a possibilidade, desde já, de subfranchisar a potenciais interessados.
O orçamento da Ryanair para ações de marketing é curto. A companhia aérea investe um pouco em publicidade impressa, realiza algumas parcerias com agentes locais aos aeroportos onde voa, ignora as potencialidades do Social Media (onde circula muito ódio à sua marca) e não utiliza o multimédia. Ainda assim, tem boa visibilidade por via de incisivas ações de RP. Parecem muito amadoras e nem sempre resultam mas, quando batem no alvo, fazem muito pela “notoriedade” da low cost.
Veja-se há algumas semanas atrás. Michael O’ Leary, CEO da Ryanair, apresentava os resultados para o terceiro semestre fiscal quando um jornalista lhe perguntou se a companhia pretendia apresentar serviços inovadores. Respondeu que sim, que seria possível criando um programa de entretenimento de bordo que disponibiliza-se filmes para adultos, por exemplo, por via de uma aplicação para tablet e smartphones.
Improviso de estratégico de RP ou puro humor, a verdade é que a proposta “voou” pela imprensa de todo o mundo e gerou mais de 4.220.000 de referências no Google. Passou pelos media, indignou associações moralistas americanas e chegou à TV por meio de Jimmy Kimmel.
A estratégia não é nova. São conhecidas as propostas avantgarde da Ryanair: pagar para ir ao WC; retirar pilotos em futuros voos; retirar WC e subsumi-los por assentos verticais; autorizar as pessoas a levarem a sua mala para dentro do porão do avião, cortando o serviço de handling. Até ao momento estes desejos não se tornaram realidade, não pela falta de iniciativa da Ryanair, mas pelo “não” dado por autoridades aeroportuárias e da Boeing, construtora dos aviões. A companhia justifica que todos os excêntricos anúncios são iniciativas válidas, com as quais pretendem suprimir de despesas e baixar os preços das tarifas. O objectivo directo (ou indirecto) passa por gerar impacto na imprensa, debate e indignação na opinião pública para que se torne viral.
Na mesma semana do caso “in-flight porn”, a Ryanair fazia uso da estratégia de anúncio-impresso-polémico. No portal italiano, colocava uma imagem de Sílvio Berlusconi, primeiro-ministro, dando-lhe uma “oportunidade única de escapar”. Por escapar leia-se voar, viajar, aproveitar uma escapadinha. A oferta foi feita no “timing” certo. Horas depois de ir para o ar, o líder anunciava a intenção de se demitir do governo. Este “quadradinho” teve o impacto na imprensa e leitores. Esta ferramenta tem sido usada ao longo dos anos, em anúncios preto e branco de jornais (agora a cores na web). Já “atacou” Sarkozy e a primeira dama francesa, e mesmo a cúpula da República portuguesa aquando do caso das “escutas”.
Em resumo, a estratégia de marketing e RP serve os objectivos da maior companhia low cost europeia… e possivelmente a mais odiada. A Ryanair não tem sentido a necessidade de gastar milhões de euros em criatividade e anúncios em espaços convencionais ou modernos. Com alguma loucura, espontaneidade e uma boa equipa de advogados, chega à percepção dos consumidores.
]]>Uma entrevista resultou numa caixa destaque, na qual o autor do meio Low Cost Portugal deu a sua opinião sobre a evolução o modelo baixo custo na economia, na comunicação e marketing no país.
]]>
Entrevista ao CEO da companhia low cost Ryanair, Michael O’Leary, aquando da conferência de imprensa em Lisboa.
]]>Clique para ampliar
]]>]]>