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	<title>Ipsis Verbis &#187; Entrevistas</title>
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	<description>por Sérgio Bastos</description>
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		<title>BytePR, a rede de comunicação e RP 2.0</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 11:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Social Media]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Cláudio Bravo dirige a BytePR, agência de comunicação e marketing de Social Media. O projecto nasceu numa rede Ning sendo um hobby que, em poucos meses, criou laços sérios entre especialistas espanhóis da área. Envolveu, uniu e constituiu-se como empresa para a prestação de serviços nos media sociais. Qual o segredo para converter uma rede [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a rel="attachment wp-att-4148" href="http://sergiobastos.net/?attachment_id=4148"><img class="alignleft size-full wp-image-4148" style="margin: 6px;" title="Claudio Bravo - BytePR" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/02/claudio_bravo1.jpg" alt="" width="124" height="161" /></a>Cláudio Bravo</strong> dirige a <a href="http://www.bytepr.com/" target="_blank">BytePR</a>, agência de comunicação e marketing de Social Media. O projecto nasceu numa rede Ning sendo um hobby que, em poucos meses, criou laços sérios entre especialistas espanhóis da área. Envolveu, uniu e constituiu-se como empresa para a prestação de serviços nos media sociais. Qual o segredo para converter uma rede de nicho num projecto profissionalizante? Esta questão foi o mote da entrevista que se pode ler de em seguida.</p>
<p><strong>O que é a BytePR?</strong><br />
A BytePR é uma rede social para profissionais de comunicação e marketing. É um sítio para partilhar experiências e manter-se a par das últimas tendências.</p>
<p><strong>No tempo do domínio do Facebook ou LinkedIn, há quem ache uma loucura criar uma rede social e convocar pessoas. </strong><strong>Como se faz essa &#8220;sedução&#8221;?</strong><br />
Na BytePR diferenciamo-nos oferecendo qualidade nas relações entre os membros. É uma rede fechada. Incentivamos os novos utilizadores a colocar uma foto e a participar. Como comunicadores, devemos dar o exemplo e não são permitidos os perfis anónimos. As pessoas sentem-se identificadas e confiantes na rede e isso reflecte-se na excelente qualidade dos tópicos abordados. Isto não se encontra em redes generalistas como o Facebook ou o LinkedIn.</p>
<p><strong>A BytePR</strong><strong> era um hobby mas tornou-se a tua empresa, o que é o sonho de muitas pessoas activas em Social Media. </strong><strong>Como se consegue?</strong><br />
A BytePR começou como um hobby que cresceu ao ponto de se tornar um negócio. Acho que com envolvimento e paixão pelo que realmente gostamos, tudo se consegue. No meu caso, é a comunicação. A BytePR tem sido capaz de crescer graças a muitas horas de esforço, mas também porque desfruto o que faço. A chave do sucesso é oferecer um serviço útil para que se envolvam e regressem ao site.</p>
<p><strong>Enquanto agência de comunicação, a BytePR trabalha só no mercado online?</strong><br />
Somos uma agência híbrida, os nossos consultores têm experiência de trabalho com médias tradicionais e estão capacitados para fazer relações públicas em Social Media. Também oferecemos serviços em gestão de eventos e comunicação, comunicação interna, web design corporativo, blogues, etc.</p>
<p><strong>O meio online, não sendo o contexto em que as RP nasceram, tem inevitavelmente de ser abordado por estas. Existem RP para a internet 2.0?</strong><br />
Claro que existem relações públicas 2.0. Efectuam-se na gestão das relações entre empresas e seus públicos, na construção de comunidades em torno de produtos e serviços. As relações públicas online focam-se no consumidor de bens e serviços e não jornalistas, objecto das tradicionais RP.</p>
<p><strong>As agências de RP espanholas estão preparadas para a cada vez maior digitalização das relações de comunicação?</strong><br />
Gradualmente, as agências espanholas estão a criar divisões de comunicação online. Estão a cumprir uma necessidade do mercado, mas penso que estão a dar um ou dois passos atrás. Ao abrir áreas específicas de comunicação online, oferecem serviços adicionais na sua oferta (e com as taxas em separado). Agências como a nossa, integram RP 2.0 num serviço abrangente que inclui também os meios de comunicação tradicionais. Acreditamos que as agências do futuro têm de ser capazes de fornecer visibilidade online e offline, para que as suas estratégias sejam globais.</p>
<p><strong>As RP 2.0 são gerais em Espanha? Que áreas e empresas poderiam beneficiar com estas?</strong><br />
Há muitas empresas deviam começar a usar ferramentas de Social Media, inclusive as instituições públicas. Ainda há muito a fazer. É raro ver um serviço público a responder às preocupações dos cidadãos através do online. Por exemplo, gostaria de ser esclarecido de certas dúvidas de finanças através do Twitter. Quem sabe através de um grupo Facebook, com perguntas frequentes colocadas por cidadãos que teriam a sua pela acção de funcionários públicos ou por pessoas que já tenham realizado certo procedimento.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4149" href="http://sergiobastos.net/?attachment_id=4149"><img title="bytepr logo" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/02/byte02_horizontal.jpg" alt="" width="444" height="130" /></a><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais as metas da BytePR para 2010?</strong><br />
Queremos materializar a nossa presença online nas principais cidades espanholas,  passar a organizar eventos mensais em torno da rede e oferecer uma formação sobre questões de comunicação para as pessoas que se iniciam no sector.</p>
<p>Esperamos consolidar-nos como uma agência de comunicação 2,0. de especialistas em Relações Públicas e marketing em social media do mercado espanhol.</p>
<p><strong>Entrevista publicada no <a href="http://www.diario2.com">Diário2</a> a 18.02.2010</strong></p>
<div align="right" style="float:right;padding:5px 0xp 0px 5px;"><a name="fb_share" type="button_count" share_url="http://sergiobastos.net/2010/02/25/bytepr-a-rede-de-comunicacao-e-rp-2-0/"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Viagem à música de Goa do século XVI (Parte 2)</title>
		<link>http://sergiobastos.net/2010/02/04/viagem-a-musica-de-goa-do-seculo-xvi-parte-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 17:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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<p>Em &#8220;Mantra: Musical Conversations across the Indian Ocean&#8221;, The Orlando Consort e Shahid Khan (voz), Kuljit Bhamra (tabla) e Jonathan Mayer (sitar) recriam a música que missionários portugueses e habitantes de Goa criaram durante o século XVI, num primeiro momento de contacto.</p>
<p>Na segunda parte da entrevista realizada a Angus Smith (Tenor), falamos do convívio entre [...]]]></description>
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</div>
<div style="overflow: hidden; margin-left: 12px; width: 230px; float: right;"><img style="width: 230px; height: 286px;" title="Do vinil ao digital - Viagem à música de Goa do século XVI (Parte 2)" src="http://aeiou.expresso.pt/users/2289/228985/37349e1d.jpg" alt="Do vinil ao digital - Viagem à música de Goa do século XVI (Parte 2)" /></div>
<p>Em &#8220;Mantra: Musical Conversations across the Indian Ocean&#8221;, <a rel="nofollow" href="http://www.orlandoconsort.com/" target="_blank">The Orlando Consort</a> e Shahid Khan (voz), Kuljit Bhamra (tabla) e Jonathan Mayer (sitar) recriam a música que missionários portugueses e habitantes de Goa criaram durante o século XVI, num primeiro momento de contacto.</p>
<p>Na segunda parte da entrevista realizada a Angus Smith (Tenor), falamos do convívio entre a tradição musical europeia e indiana, do trabalho de estúdio do The Orlando Consort e das expectativas que têm relativamente a concertos.</p>
<p><strong>Gravaram em CD os temas que estão a apresentar no espectáculo &#8220;Mantra: Musical Conversation sacross the Indian Ocean&#8221;. Sendo um universo diferente do anterior portfolio, acham que será bem recebido no mercado da música erudita?<br />
</strong>Temos esperanças elevadas pois há uma entrega séria da nossa parte. Estamos conotados com o contexto da música antiga, no entanto, este projecto dá-nos imensa satisfação e é para nós puro entretenimento.</p>
<p><strong>Podemos, de alguma forma, fazer a ponte entre o vosso trabalho e projectos de fusão como os de Hughes de Courson, que envolveu Bach e Mozart com música étnica?<br />
</strong>Não posso fazer comparações pois não conheço o trabalho dele. Interpretamos música realizada há cerca de 500 anos, nesse sentido acho que não produzimos algo de original.</p>
<p><strong>Na música de Goa do século XVI a mistura de temas portugueses e indianos é evidente. Esta interacção existiu também na música resultante da presença anglo-saxónica na Índia?</strong><br />
Creio que a interacção existe. Contudo, os portugueses superaram os ingleses na Índia e foi por isso que achámos de todo interessante explorar a tradição de Goa em vez da anglo-saxónica. Acho fascinante o &#8220;primeiro momento&#8221; de contacto, nomeadamente como é que os navegadores e missionários portugueses reagiram quando ouviram os instrumentos indianos, e como os goeses reagiram aos cantos e ao órgão. No filme &#8220;<a rel="nofollow" href="http://www.imdb.com/title/tt0091530/" target="_blank">A Missão</a> &#8221; (1986), o realizador Roland Joffe aborda este aspecto, revela a reacção do &#8220;novo mundo&#8221; à música europeia.</p>
<p><strong>Cerca de 500 anos depois, o que podemos aprender com a música resultante do encontro de dois mundos? </strong><strong>O que aprenderam vocês?</strong><br />
Respeito. O que sinto é que os portugueses não só viajaram para a Índia acreditando que a sua música era um instrumento para converter os habitantes locais à cristandade, mas também como um produto superior que devia ser ouvido pelo mundo inteiro. Era e é um reportório fantástico, mas suspeito que após algumas décadas na Índia, os portugueses se aperceberam que era um país com um cenário musical e cultural muito desenvolvido e próprio.</p>
<p><strong>Estiveram em Portugal noutras ocasiões. Prevêem apresentar &#8220;</strong><strong>Mantra: Musical Conversation sacross the Indian Ocean&#8221; no nosso país?</strong><br />
Temos<strong> </strong>a esperanças elevadas de levar o projecto a Portugal. Seria um sonho tornado realidade. Para mim, a interacção de músicos portugueses e goeses de há cinco séculos é uma história inspiradora e maravilhosa e evidencia as melhores qualidades da natureza humana. Tivemos tanta satisfação em trabalhar neste projecto que seria uma honra apresentá-lo no seu berço espiritual.</p>
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<p>	var fwidth = (""!="")? "" : "425";
	var fheight = (""!="")? "" : "350";</p>
<p>	var ran_number=Math.floor(Math.random()*10000);
	if( "518655" != "" ){
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Precisa de instalar o Plugin de flash.<a href="http://www.adobe.com/go/getflashplayer" mce_href="http://www.adobe.com/go/getflashplayer" target='_blank'>Faça&nbsp;o&nbsp;download&nbsp;aqui"+"</"+"a>";
	}</p>
<p>}
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</div>
<p><strong>Entrevista publicada no <a href="http://aeiou.expresso.pt/viagem-a-musica-de-goa-do-seculo-xvi-parte-2=f518655">Do Vinil ao Digital</a> a 6.06.09 </strong></p>
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		<title>Viagem à música de Goa do século XVI (Parte 1)</title>
		<link>http://sergiobastos.net/2010/02/02/viagem-a-musica-de-goa-do-seculo-xvi-parte-1/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 21:37:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
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</p>
The Orlando Consort
www.orlandoconsort.com

<p>O grupo The Orlando Consort apresentou a 7 de Maio, no National Centre for Early Music em York (Inglaterra), um reportório que recorda a musicalidade praticada nas igrejas de Goa (Índia) do século XVI. Em &#8220;Mantra: Musical Conversations across the Indian Ocean&#8221;, os sons crioulos resultantes das missões religiosas portuguesas e das raízes [...]]]></description>
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<table style="border: 0px none; width: 100%; margin-bottom: 10px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="vertical-align: bottom;"></td>
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</tbody>
</table>
</div>
<div style="overflow: hidden; margin-left: 12px; width: 230px; float: right;"><img style="width: 230px; height: 154px;" title="The Orlando Consort" src="http://aeiou.expresso.pt/imv/0/189/649/ffc13a51.jpg" alt="The Orlando Consort" /></p>
<div style="text-align: left;">The Orlando Consort</div>
<div style="text-align: right;">www.orlandoconsort.com</div>
</div>
<p>O grupo <a rel="nofollow" href="http://www.orlandoconsort.com/" target="_blank">The Orlando Consort</a> apresentou a 7 de Maio, no <a rel="nofollow" href="http://www.ncem.co.uk/" target="_blank">National Centre for Early Music</a> em York (Inglaterra), um reportório que recorda a musicalidade praticada nas igrejas de Goa (Índia) do século XVI. Em &#8220;Mantra: Musical Conversations across the Indian Ocean&#8221;, os sons crioulos resultantes das missões religiosas portuguesas e das raízes indianas são os principais actores.</p>
<p>A produção vive da colaboração do The Orlando Consort (Matthew Venner &#8211; Alto; Mark Dobell &#8211; Tenor; Angus Smith &#8211; Tenor e Donald Greig &#8211; Barítono) com intérpretes em música indiana, neste caso Shahid Khan (voz), Kuljit Bhamra (tabla) e Jonathan Mayer (sitar). Para saber mais sobre esta viagem que segue o rasto da memória sonora portuguesa, entrevistámos Angus Smith. Hoje, apresentamos a primeira parte dessa conversa.</p>
<p><strong>The Orlando Consort especializa-se em música antiga europeia entre os anos 1050-1550. Como nasceu a ideia de se debruçarem sobre os sons vividos em Goa do século XVI?</strong><br />
Em Janeiro de 1994, estive em Goa na minha lua-de-mel. Ficámos maravilhados com o legado da colonização portuguesa. Foi na Basílica do Bom Jesus, que preserva os restos mortais de S. Francisco Xavier, que me questionei sobre o papel do cristianismo na música de Goa durante cinco séculos de presença portuguesa.<br />
Só há cerca de 18 meses tive a oportunidade de me debruçar sobre este tópico, quando um director de festival incentivou o The Orlando Consort a focar-se na música indiana. A este desafio respondemos com pesquisa e trabalho. Mesmo sabendo que não será possível reproduzir fidedignamente a música que se tocava no século XVI em Goa, sabemos que temos um relato de qualidade.</p>
<p><strong>&#8220;Mantra: Musical Conversationsacross the Indian Ocean&#8221; foi produzido em quantos meses?</strong><br />
A primeira vez que juntámos todos os membros do espectáculo foi em Junho de 2008. Voltamos a reunir-nos em Setembro e Janeiro seguintes, A música fluiu com bastante facilidade e o facto de termos realizado ensaios espaçadamente ajudou-nos a assimilar sons e estilos diferentes.</p>
<p><strong>Como foi realizada a pesquisa musical? </strong><br />
Foi particularmente difícil porque é escassa a documentação que existe sobre a música na colonização portuguesa de Goa. Victor Anand Coelho, um musicólogo de ascendência goesa que reside nos EUA, tem trabalhado sobre o tema. Gostava que a nossa incursão na música antiga de Goa motivasse novas investigações de musicólogos. Queremos contribuir para que se concretize mais conhecimento nesta área.</p>
<p><strong>Foi difícil adaptar música escrita há cerca de 500 anos à actualidade? </strong><br />
A maior parte da música ocidental que utilizámos para o projecto já estava adaptada em edições modernas. Estamos confiantes que a música que cantámos é quase exacta há escrita há 500 anos, poderá ter algumas diferenças mas não podemos ter a certeza absoluta.</p>
<p><strong>Para este trabalho o The Orlando Consort canta em língua utilizada em Goa ou faz uso sobretudo do latim?</strong><br />
A maioria dos temas de música sacra é em latim. No entanto, decidimos também experimentar outras línguas asiáticas, como Punjabi e Árabe.</p>
<p><strong>Realizaram o primeiro concerto em York. Que reacções motivaram no público?</strong><br />
O primeiro concerto do projecto foi no National Centre for Early Music em York, que é uma entidade que tem apoiado o nosso trabalho e que vai colaborar futuramente na divulgação do espectáculo. O concerto teve uma excelente resposta num público misto de ingleses e indianos.</p>
<p><strong>Que reportório apresentaram neste concerto?</strong><br />
A primeira parte foi constituída por música antiga e incluiu peças do compositor português <a rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Escobar" target="_blank">Pedro de Escobar</a> e do espanhol Francisco Guerrero, com um toque de música indiana. Na segunda parte tivemos peças compostas por nós, mas todas adaptadas ao contexto histórico em causa.</p>
<p>O concerto tem muita variedade. Há a fusão entre a polifonia europeia e a improvisação Indiana, bem como há a adaptação entre a música étnica adaptada a temas gregorianos do &#8220;velho continente&#8221;. Conseguimos também colocar sons de Bollywood no nosso programa, todos contextualizados condignamente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jJNI0F5YDqo&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/jJNI0F5YDqo&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Esta entrevista foi publicada no <a href="http://aeiou.expresso.pt/dovinilaodigital?num=10&amp;page=9&amp;npages=">Do Vinil ao Digital </a>a 26.05.2009</strong></p>
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		<item>
		<title>Leonel Vicente: As notícias da morte da blogosfera foram claramente exageradas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 17:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[leonel vicente]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Se D. Duarte tinha Fernão Lopes como cronista, a blogosfera nacional tem Leonel Vicente. O autor do Memória Virtual, Tomar, Carreira da Índia e de outros espaços (é também colaborador aqui no Diário2), resume a cada fim de ano, os factos mais relevantes da comunidade “virtual”. Desde 2003 que assim é. Com a tarefa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-3971" href="http://sergiobastos.net/?attachment_id=3971"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="Leonel Vicente - Memoria Virtual" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/memoriavirtual-1281.jpg" alt="" width="138" height="138" /></a>Se D. Duarte tinha Fernão Lopes como cronista, a blogosfera nacional tem <a href="http://memoriavirtual.net/autor-2/">Leonel Vicente</a>. O autor do <a href="http://memoriavirtual.net/">Memória Virtual</a>, <a href="http://tomar-actual.net/">Tomar</a>, <a href="http://carreiradaindia.net/">Carreira da Índia</a> e de outros espaços (é também colaborador aqui no Diário2), resume a cada fim de ano, os factos mais relevantes da comunidade “virtual”. Desde <a href="http://memoriavirtual.net/seccao/2003-ano-dos-blogues/">2003</a> que assim é. Com <a href="http://memoriavirtual.net/2009/12/blogosfera-em-2009/blogosfera-em-2009-agradecimentos/">a tarefa de 2009 concluída há breves dias</a>, entrevistámos o “cronista” tendo por mote a actualidade da blogosfera portuguesa.</p>
<p><strong>Um ano depois de decretado o fim da blogosfera como comunidade, o cenário português mantém vitalidade. Como analisas o anúncio do “apocalipse” à luz de 2009?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Recordando a famosa máxima de Mark Twain, as notícias da sua morte foram claramente exageradas.</p>
<p>A blogosfera vem revelando, já ao longo de quase uma década, uma sistemática capacidade de renovação e de regeneração, sem prejuízo de registar naturais evoluções, com tendências que se vão afirmando, como a dos blogues colectivos – numa incessante busca de massa crítica… e de audiências – e o surgimento em força, desde o início de 2009, de novas plataformas da “Web social”, primeiro com um autêntico turbilhão no Twitter, mais recentemente com o Facebook, mas que não deixam de apresentar alguns traços de complementaridade com a “blogosfera tradicional”, operando em muitos casos como mais um canal de comunicação e encaminhando leitores para os blogues associados.</p>
<p><strong>Se tivesses de eleger três grandes momentos da blogosfera no ano que finda, quais seriam?</strong></p>
<p>O encerramento de alguns projectos de referência, como os casos dos blogues “Atlântico” – com contraponto quase directo no reforço dos quadros do “31 da Armada” e do “Cachimbo de Magritte” – e “Avenida Central”.</p>
<p>Dentro da lógica de renovação, o surgimento do “Delito de Opinião”, uma primeira sangria no “Corta-Fitas”, que sofreria nova debandada já próximo do final do ano.</p>
<p>Num ano particularmente marcado pelas três eleições realizadas em Portugal, com o país em campanha durante largos meses, a inevitável referência à criação – numa parceria do jornal “Público” e de um grupo plural de autores – de um blogue colectivo para acompanhamento desses actos eleitorais, a par de uma sucessão de “blogues de campanha”, de apoio às diferentes áreas políticas em disputa, com a relevância da blogosfera a ser compreendida e a ficar bem patente em iniciativas como a visita de <em>bloggers</em> às instituições da União Europeia, a convite do eurodeputado Carlos Coelho, ou na conferência de blogues com José Sócrates e na tertúlia promovida por Paulo Rangel.</p>
<p>Extra esses eventos que incluiria entre os mais marcantes, um momento particularmente infeliz, que não poderia deixar de assinalar, de tal forma ele marcou – de forma transversal – a comunidade: o prematuro desaparecimento de Jorge Ferreira, um dos mais activos e entusiastas <em>bloggers</em> em Portugal.</p>
<p><strong>Papa MyZena, SIMplex, Jamais, Rua Direita, blogues de apoio a áreas políticas foram e vieram, assim como blogues de campanha. Não faria sentido uma acção prolongada no tempo por parte dos seus autores? Ou será que esse espaço já é preenchido por blogues como o 31 da Armada e Jugular?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ao longo dos anos, a blogosfera vem ditando algumas regras ou “leis” implícitas: para se fazer parte integrante e activa da comunidade é pressuposto que haja intercâmbio e debate de ideias, que haja abertura a comentários (não obstante algumas excepções…), sobretudo que haja uma presença (minimamente) perene.<strong> </strong></p>
<p>Os referidos blogues são um epifenómeno na medida em que agregam temporariamente – tendo por motivação uma acção de campanha com duração limitada e previamente definida (até ao dia das eleições…) –, um conjunto de diversos autores de outros blogues, que têm como factor de unidade a referida campanha, finda a qual se esgota o objectivo e conteúdo do blogue, regressando naturalmente “às suas origens”.</p>
<p>O debate continuado, de forma mais estrutural, com carácter de permanência ao longo do tempo, vem sendo mantido por outro tipo de blogues –  essencialmente também blogues colectivos – posicionados nos vários segmentos do espectro político-partidário português. Para além dos citados 31 da Armada e Jugular, mencionaria também os casos d’O Insurgente, Cachimbo de Magritte, Portugal dos Pequeninos, Blasfémias, Mar Salgado, Câmara dos Comuns, Aspirina B, Da Literatura, A Regra do Jogo e Ladrões de Bicicletas.</p>
<p><strong>Vivemos tempos de cruzamento entre a &#8220;publicação instantânea&#8221; (blogues) e a opinião em &#8220;tempo real&#8221; (Twitter / Facebook). Pelo teu relato, a blogosfera não definhou em 2009. É de esperar o contrário em 2010?</strong></p>
<p><strong> </strong><a rel="attachment wp-att-3972" href="http://sergiobastos.net/?attachment_id=3972"><img title="Memória Virtual 2009" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/memoria-virtual-2009.jpg" alt="" width="228" height="205" /></a>Como referi anteriormente, estas novas ferramentas de publicação instantânea assumem uma dupla vertente: por um lado, o papel de mensagens com carácter mais imediatista, potenciando o diálogo – dentro das condicionantes do limitado número de caracteres –, por outro, um canal complementar de difusão dos artigos publicados em blogues, em paralelo com a função de encaminhamento de leitores para esses blogues.</p>
<p>Sendo natural que haja algumas opiniões mais imediatistas, que são orientadas de forma privilegiada e natural para o <em>Twitter</em> – tem um código de linguagem específico, que se proporciona a frases curtas, como que “aforismos”, com contraponto na limitação de conteúdo que obriga a remeter discursos mais articulados para o blogue –, não antevejo alterações significativas neste padrão de comportamento, pese embora alguma eventual diminuição de frequência de publicação nos blogues, mas que não deverá colocar em causa a sua posição de charneira como ferramenta de publicação.</p>
<p><strong>Público, Expresso, Sábado têm redes de blogues. O que esperar do futuro desta confluência entre media e bloggers?</strong></p>
<p>Esta tendência de complementaridade e interpenetração entre blogues e a “mediaesfera” vem já de trás – desde logo com a captação de novos colunistas e “opinion makers” revelados na blogosfera e, num momento seguinte, com o progressivo afluir de jornalistas aos blogues  –, tendo-se acentuado nos anos mais recentes, quer com a consolidação de sistemas de blogues “afiliados”, a par de blogues mantidos por colunistas da própria publicação, como no <em>Expresso</em>, <em>Público</em>, SIC, <em>Sol</em> ou <em>Visão</em>.</p>
<p>Por outro lado, a versão <em>online</em> do <em>Público</em> permite ligações directas aos “posts” de blogues que fazem referência aos seus artigos, enquanto o <em>Expresso</em> passou a enviar previamente a determinados autores de blogues algumas das “matérias” a publicar na edição seguinte, a par do comentário sobre assuntos em destaque na blogosfera, como faz também o <em>Jornal de Notícias</em>.</p>
<p>As redes de blogues de jornais não deixam de defrontar uma limitação, a de não estarem à partida integradas na “comunidade geral” da blogosfera, o que implica – a par de um posicionamento que pode ser de alguma forma apercebido como sendo mais institucional – esforços adicionais no sentido de partilha e integração dessa comunidade.</p>
<p>Em 2009, a iniciativa do <em>Público</em>, lançando um blogue para acompanhamento dos actos eleitorais, participado por uma quarentena de <em>bloggers</em>, veio dar mais um claro sinal dessa interpenetração e do crescente papel do “jornalismo de cidadão”, que será de prever se venham a reforçar e intensificar no futuro, beneficiando também das potencialidades tecnológicas, de captação e retransmissão de imagem (foto e vídeo).</p>
<p><strong>Entrevista publicada no <a href="http://www.diario2.com">Diario2</a> a 6.01.2010</strong></p>
<div align="right" style="float:right;padding:5px 0xp 0px 5px;"><a name="fb_share" type="button_count" share_url="http://sergiobastos.net/2010/02/01/leonel-vicente-as-noticias-da-morte-da-blogosfera-foram-claramente-exageradas/"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Renato Póvoas: Relações Públicas online, com monitorização e sem croquete</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 17:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Renato Póvoas edita desde Agosto de 2005 o blogue Relações Públicas sem Croquete, levado à estampa recentemente pela Gestão Plus. Acompanhando a sua experiência nas RP enquanto managing partner da Guess What PR e da vivência atenta aos meios online, colocámos algumas questões que não puderam deixar de focar o caso Pingo Doce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="margin: 5px;" title="RP sem croquete" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/RP-sem-croquete-158.jpg" alt="RP sem croquete" width="155" height="200" /><strong>Renato Póvoas</strong> edita desde Agosto de 2005 o blogue <a href="http://relacoespublicassemcroquete.blogspot.com/" target="_blank">Relações Públicas sem Croquete</a>, levado à estampa recentemente pela <a href="http://www.gestaoplusedicoes.pt/" target="_blank">Gestão Plus</a>. Acompanhando a sua experiência nas RP enquanto managing partner da <a href="http://www.guesswhatpr.com/" target="_blank">Guess What PR</a> e da vivência atenta aos meios online, colocámos algumas questões que não puderam deixar de focar o <a href="http://diario2.com/pingo-doce-anuncio-fragiliza-reputacao-online-2090" target="_blank">caso Pingo Doce</a> e da apetência das agências RP nacionais para a internet 2.0.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No livro somas várias experiências que te acompanham desde o início do blogue, e não só. O espaço online é, hoje em dia, a melhor plataforma de expressão e aprendizagem para um profissional da comunicação?<br />
</strong>O espaço online é hoje mais um espaço de expressão e aprendizagem para quem actua nesta área. Não sei se é o melhor mas é de facto um dos mais importantes. Quem detectar nesta plataforma as melhores fontes e souber filtrar a imensa informação que existe online conseguirá, certamente, retirar muita e boa informação, proveniente dos mais diversos cantos do globo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O meio online, não sendo o contexto em que as RP nasceram, tem inevitavelmente de ser abordado por estas. Existe RP para a internet 2.0? Se sim, o que as define? </strong>É um novo mundo para todos os profissionais de Comunicação. Todos nós temos que nos adaptar a este contexto que surgiu nos últimos anos. Na minha opinião, pela visão global de comunicação que os profissionais de RP possuem, estes são os mais bem preparados para agir no meio online. A internet 2.0 são assim uma excelente oportunidade para as empresas e consultores de RP demonstrarem todo o seu know-how e assumirem a condução dos processos nesta área.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O facto de existirem já empresas focadas exclusivamente em RP online é um excelente indicador e deixa antever que esta nova realidade será dirigida por pessoas que de facto entendem de forma transversal o que é fazer Comunicação Empresarial nos tempos actuais. RP para internet 2.0 é procurar ajudar empresas e marcas a compreender e a intervir online, a gerir o que se diz sobre as mesmas e a actuar em caso de crise.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As agências de RP portuguesas estão preparadas para a cada vez maior digitalização das relações de comunicação? Que avanços conheces?<br />
</strong>Infelizmente nem todas as agências estão preparadas nem valorizam esta nova área. Talvez por força das características e mentalidade das pessoas que estão dirigir estas empresas – ex-jornalistas; olham para as RP de forma redutora, apenas como assessoria de imprensa; avessos ao risco – a digitalização das relações públicas e comunicação não constitui uma prioridade. Contudo, existe já actualmente uma nova geração com uma outra formação e mentalidade, onde eu me incluo, que olha para esta nova realidade sob uma outra perspectiva e, acima de tudo, como uma oportunidade e não um problema.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="Renato Póvoas - apresentação de livro" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/100_32581-200.jpg" alt="Renato Póvoas - apresentação de livro" width="167" height="167" />Tal como referia anteriormente, o surgimento de empresas dedicadas exclusivamente a RP online com profissionais formados em RP e Comunicação Empresarial são de facto um excelente sinal para o mercado. Sendo esta uma área onde a componente principal são os conteúdos não poderá ser ocupada por publicitários nem por outros profissionais que têm uma visão redutora da Comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que tal como aconteceu no passado na publicidade, onde os clientes com o boom da internet começaram a alocar orçamentos específicos para o meio online, no próximo ano existem já empresas que estão a solicitar estratégias de RP exclusivamente para o ambiente online. Isto significa que sabem diferenciar as coisas e começam a valorizar o contributo desta nova área para o seu negócio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Gestão de Crise é uma das disciplinas mais conhecidas das RP. A internet complica o trabalho das RP na resolução problemas que envolvam marcas?<br />
</strong>Sim, pelos prejuízos que provocam nas empresas, a Gestão de Crise é uma das principais disciplinas das RP. Não considero, no entanto, que a internet complica o trabalho das RP na resolução de problemas. Defendo sim que se as marcas monitorizarem e estiverem atentas ao que os consumidores falam de si, podem minimizar ou até prevenir eventuais problemas. Se não existir este trabalho, de facto poderá ser muito complicado, pois a dinâmica e a velocidade com que a informação circula na internet é de facto brutal. No passado tínhamos até às 20h (hora dos telejornais) para reagir. Hoje não. Tudo é muito rápido. Se não agirmos rapidamente, facilmente o problema se propaga em redes sociais, sendo impossível de deter os acontecimentos. Temos líderes de opinião na internet, com centenas ou milhares de seguidores nas redes sociais, cujas opiniões são autênticos rastilhos, podendo atingir proporções gigantescas, inclusivamente em outras plataformas como os meios de comunicação apelidados de mais tradicionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Pingo Doce saiu fragilizado com o “buzz” negativo gerado online após o lançamento da nova imagem? Ainda é válida a velha máxima &#8220;mal ou bem, interessa é que se fale&#8221;?<br />
</strong><strong><img class="alignright" style="margin: 5px;" src="http://cache.diario2.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/pingodocefacebook-300x201.jpg" alt="" width="218" height="146" /></strong>Após a emissão dessa campanha polémica do Pingo Doce existiu de facto uma onda negativa do público, pelo menos na comunidade publicitária de Portugal, nomeadamente com a criação do perfil de Facebook “Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce do Duda”. Contudo recentemente num estudo realizado pela empresa GFK foi demonstrado que 70% dos inquiridos que se recordam da anterior campanha do Pingo Doce preferem a actual, enquanto que a música se manifestou como o factor mais memorável do spot. Perante este dado, talvez devemos pensar que esta campanha contribuiu positivamente para a imagem da marca.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à velha máxima que refere penso que cada caso é um caso, mas que por vezes falar mal é efectivamente prejudicial para a marca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De que forma é que um departamento de RP pode actuar perante um caso de crise online?<br />
</strong>Um departamento de RP pode desde logo monitorizar quais os principais influenciadores de opinião online. Este trabalho é crucial para que quando surge uma crise agirmos de forma rápida e direccionada. Aqui o trabalho passa por demonstrar qual a verdade dos factos (nunca mentir), referir o que irá fazer para minimizar o impacto negativo para os consumidores e mostrar disponibilidade total para esclarecer eventuais dúvidas e questões que existam. O online possibilita que o canal Empresa – Consumidor esteja mais aberto e facilitado, sem obstáculos ou intermediários, o que é uma vantagem quando queremos esclarecer a situação de forma célere, como acontece em situações de crise.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para terminar, o Relações Públicas Sem Croquete nasceu em 2005 e é tido como o primeiro blogue da área. Entretanto, já há uma comunidade de espaços deste “nicho”. Como a retratas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De facto o meu blog Relações Públicas Sem Croquete foi o primeiro nesta área, surgindo em Agosto de 2005. Desde aí vi surgirem outros espaços que são muito importantes para o sector. Tenho pena que muitos deles tenham entretanto terminado. Alimentar de forma regular e pertinente um espaço na internet como um blog não é fácil. Exige muito dos seus autores, principalmente tempo que é cada vez mais escasso. Contudo, quando és persistente como eu sou, consegues manter um conjunto regular de leitores, recebes diversos emails com pedidos de informação, e obténs coisas inesperadas como foi o convite para escrever o livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que deveriam existir cada vez mais espaços na internet dedicados à Comunicação e RP de forma a gerar um diálogo profícuo entre os seus profissionais e que possibilite um crescimento do sector. Falo de espaços com informação e não de meros desabafos pessoais onde o mexerico é rei.</p>
<p><strong>Entrevista publicada no <a href="http://www.diario2.com" target="_blank">Diário2</a> a 16.12.2009</strong></p>
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		<title>Entrevista ao Marketing Portugal</title>
		<link>http://sergiobastos.net/2010/01/14/entrevista-ao-marketing-portugal/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 10:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Marketing Portugal é um novo espaço na web. Paulo Morais, coordenador do site, entrevistou-me tendo por base o tema da Web 2.0 aplicada ao mundo dos negócios. Reproduzo a entrevista em seguida.</p>

 
MKTPortugal – Começo esta entrevista, por perguntar ao Sérgio, como se tem mais de 1500 “amigos” no facebook? Considera que para isso é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mktportugal.com/" target="_blank">Marketing Portugal</a> é um novo espaço na web. Paulo Morais, coordenador do site, entrevistou-me tendo por base o tema da Web 2.0 aplicada ao mundo dos negócios. Reproduzo a <a href="http://mktportugal.com/blog/?p=471" target="_blank">entrevista</a> em seguida.</p>
<div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong>MKTPortugal – Começo esta entrevista, por perguntar ao Sérgio, como se tem mais de 1500 “amigos” no facebook? Considera que para isso é importante ser visto como uma referência na web 2.0?  é puro “spam” ? ou é algo que surge naturalmente quando as pessoas investem no “Networking” </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<p><strong>Sérgio</strong> – A resposta reside nos vários caminhos que aponta. A nível profissional costuma-se dizer que “os contactos são tudo”. O meu número de amigos de Facebook tem um pouco de “networking”, laços de amizade antigos, pessoas que conheço indirectamente e entrei em contacto e, sobretudo, convites que me fazem. Tal se deve à minha colaboração em plataformas de online como o <a href="http://diario2.com/">Diário2</a> e <a href="http://lowcostportugal.net/">LowCostPortugal</a></p>
<p><strong>MKTPortugal – De facto, para quem segue o seu trabalho, é fácil perceber a sua relação com as redes sociais. O que considera indispensável para ter uma rede de contactos digital eficaz?</strong></p>
<p><strong>Sérgio</strong> – Foco, persistência e satisfação. O “networking” digital ou “analógico” é idêntico. Fora da rede existem eventos, almoços, entrevistas mais ou menos profissionais onde se trocam cartões, referências e se fazem “amizades”.  Quem invista na interacção via redes sociais, pode fazer o mesmo numa outra escala. Ambas as formas de “networking” são complementares.</p>
<p><strong>MKTPortugal – Na sua opinião, quais as principais desafios que as redes sociais vêm trazer para o mercado? Estarão os “decisores” das empresas preparados para investir, cada vez mais,  neste tipo de canal?</strong></p>
<p><strong>Sérgio –</strong> Nós, humanos, somos seres sociais desde que nos conhecemos. A Web 2.0, ou Social Media, são um prolongar desta característica na forma digital. O mercado está a adaptar-se a uma mudança repentina de modelo de negócio especialmente nas indústrias culturais. Em uma década deixámos de ver lojas de discos na rua, as bancas de jornais começam a rarear, assim como o aluguer de vídeos. Por outro lado, o “e-commerce” cresce e torna-se um novo meio de empresas venderem os seus produtos. Agora, o cliente está online e as empresas não descuram esta realidade.</p>
<p>Indicadores vindos dos EUA dizem que o investimento na área será o melhor de sempre em 2010. Esperemos que o mesmo suceda em Portugal, país no qual a aposta no “digital” por parte das empresas parece crescer timidamente. Há profissionais com vontade e boas ideias, há consumidores online, falta que as marcas sintam-se à vontade com as formas de marketing na Web.</p>
<p><strong>MKTPortugal – O Sérgio é um dos apaixonados pela WEB 2.0. Participa activamente em redes sociais, é fundador de blogues, e é sem dúvida um “proconsumer”. De que forma a WEB 2.0 tem contribuido para o seu desempenho pessoal e profissional?</strong></p>
<p><strong>Sérgio –</strong> Tem criando oportunidades, factor essencial para qualquer profissional. Oportunidades como a apresentação no Upload Lisboa, ou como a escrita para do artigo “<a href="http://personaldemocracy.com/blog-entry/has-politics-20-arrived-portugal-0">Has Politics 2.0 arrived in Portugal?</a>” para o Personal Democracy Forum, blogue do principal evento na área da Política 2.0, ou colaboração no blogue do Expresso <a href="http://www.expressp.pt/dovinilaodigital">Do Vinil Ao Digital</a>.</p>
<p>Do ponto de vista pessoal, reforço a valência da Web 2.0 a nível do conhecimento. Hoje em dia, a leitura e prática via informação online é a melhor forma de nos actualizarmos profissionalmente.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-478" href="http://sergiobastos.net/?attachment_id=478"><img title="Diario2" src="http://mktportugal.com/blog/wp-content/uploads/Diario2.JPG" alt="Diario2" width="513" height="321" /></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>MKTPortugal –  Falemos de um projecto em que o Sérgio está envolvido, o Diário2. Quais são os principais objectivos desse projecto e qual a razão da sua existência?</strong></p>
<p><strong>Sérgio –</strong> O Diário2 é um espaço que tem por objecto a Web na era do “tempo real”. É uma evolução do blogue TwitterPortugal e reúne jornalistas, profissionais da área do Marketing, meros ”pró-sumers” da área Web, entre outros. Tem colaboradores tanto de Portugal como do Brasil e acompanha diariamente os desenvolvimentos da internet social mundialmente.</p>
<div><strong>MKTPortugal -  Em Portugal, ser  autor de blogues já pode ser visto como profissão? Há quem tenha como salário o o lucro gerado , exclusivamente, por um blogue?</strong><strong> </strong><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong><strong>Sérgio –</strong> Em Portugal já há bloggers profissionais. Desconheço se vivem de um só blogue, mas tenho conhecimento de pessoas que gerem redes de espaços e que conseguem assim a sua actividade profissional.</div>
<p><a href="http://www.lowcostportugal.net/"><img title="Lowcoastportugal" src="http://mktportugal.com/blog/wp-content/uploads/Lowcoastportugal.JPG" alt="Lowcoastportugal" width="593" height="395" /></a></p>
<p><strong>MKTPortugal – o que é preciso fazer para se ter um blogue de referência?</strong></p>
<p><strong>Sérgio –</strong> Repetindo uma afirmação de há pouco: foco, persistência e satisfação. Inicialmente é necessário escolher o tema evitando ser mais um, mas se possível o primeiro a falar sobre este objecto ou pelo menos a fazê-lo com mais preponderância. Exemplifico com o <a href="http://lowcostportugal.net/">LowCostPortugal</a>. Quando iniciei-lo em Dezembro 2006, recordo-me só de um blogger português a focar-se sobre o assunto, mas não na forma noticiosa. Actualmente conheço mais de uma dezena com este enfoque directo ou indirecto. Por outro lado é necessário ser-se persistente colocando vários artigos por semana coisa que fazendo contrariado é impossível. Daí o apelo à satisfação. Este trabalho acaba, mais mês menos mês, por trazer os seus frutos. Três anos depois, o <a href="http://lowcostportugal.net/">LowCostPortugal</a> é lido por profissionais da área, turistas, aficionados, etc. Criei relações com os departamentos de comunicação das marcas envolvidos no negócio “low cost”. Finalizando, acrescentaria que é importante ter-se alguns conhecimentos de programação e webdesign.</p>
<div><strong>MKTPortugal – O Sérgio tem vários projectos ligados ao mundo on-line, como é gerir todos esses projectos?</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<p><strong>Sérgio –</strong> É uma questão de coordenar tarefas e gostar do que se faz.</p>
<div><strong>MKTPortugal –  Para acabar, que sugestões deixa para quem tenta “resistir” ao crescimento da web 2.0 em geral e das redes sociais em particular?</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<p><strong>Sérgio –</strong> Em dez anos o uso da internet passou de uma “brincadeira” para um serviço de primeira necessidade nas nossas vidas, tal como a água ou electricidade. Para os bloggers, as redes sociais são uma ferramenta indispensável, são a extensão da caixa de comentários do seu espaço. Resistir a Web Social é uma opção de vida, mas geralmente as pessoas que o fazem, criticam-na gratuitamente sem a entenderem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="../2009/11/20/pequenas-e-medias-ideias-para-pmes-apresentacao-upload-lisboa-2009/"><img title="Ipsis Verbis" src="http://mktportugal.com/blog/wp-content/uploads/Ipsis-Verbis1-1024x477.jpg" alt="Ipsis Verbis" width="717" height="334" /></a></p>
</div>
<div>Tags: <a rel="tag" href="http://mktportugal.com/blog/?tag=internet">Internet</a>, <a rel="tag" href="http://mktportugal.com/blog/?tag=marketing">MARKETING</a>, <a rel="tag" href="http://mktportugal.com/blog/?tag=online-marketing">Online Marketing</a>, <a rel="tag" href="http://mktportugal.com/blog/?tag=redes-sociais">REDES SOCIAIS</a>, <a rel="tag" href="http://mktportugal.com/blog/?tag=sergio-bastos">Sergio Bastos</a>, <a rel="tag" href="http://mktportugal.com/blog/?tag=web-2-0">Web 2.0</a></div>
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		<title>Jorge Guimarães Silva: “A Web Rádio em Portugal tem limitações e vive de streaming”</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 14:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A criação de web rádios por parte do Grupo Renascença e RTP, motiva o aprofundamento do saber sobre a produção áudio para o online no nosso país. Juntando o útil ao agradável entrevistamos Jorge Guimarães Silva, é sonorizador na TSF, formador multimédia e autor do blogue A Rádio em Portugal desde 2005.</p>
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<p>Desde que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de <a href="http://diario2.com/renascenca-e-antena-1-lancam-web-radios-de-informacao-3577" target="_blank">web rádios por parte do Grupo Renascença e RTP</a>, motiva o aprofundamento do saber sobre a produção áudio para o online no nosso país. Juntando o útil ao agradável entrevistamos <strong>Jorge Guimarães Silva</strong>, é sonorizador na TSF, formador multimédia e autor do blogue <a href="http://ouvidor.blogspot.com/" target="_blank">A Rádio em Portugal</a> desde <strong>2005</strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Desde que a rádio existe, é dada como morta com o aparecimento de novas formas de c</strong><strong>omunicação “mass media”. A internet representa uma ameaça à rádio como a conhecemos?</strong><br />
<img class="alignright size-thumbnail wp-image-3822" style="margin: 5px;" title="JorgeGuimaraesSilva - A Rádio em Portugal" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/JorgeGuimaraesSilva-A-Rádio-em-Portugal-162.jpg" alt="JorgeGuimaraesSilva - A Rádio em Portugal" width="162" height="200" />Não, de forma alguma e muito pelo contrário. A Internet veio complementar a rádio, dotando-a de novas ferramentas para que as emissoras se mostrem aos seus ouvintes de uma forma que até há pouco tempo era impensável. A Internet elevou a rádio para outro patamar. Acrescentou uma nova via de difusão às emissões hertzianas, com a possibilidade de criar online novas emissoras e levou as estações locais a todo o mundo (sendo locais apenas na emissão hertziana). Também permitiu que se escutassem os arquivos das emissoras, desde que estas o disponibilizem, e tornou as emissoras mais interactivas, com salas de conversação, correio electrónico, etc.</p>
<p><strong>A introdução de ligação internet a receptores pode fomentar a audição de rádios online. Há a possibilidade da rádio mudar de modelo de negócio nos próximos anos?<br />
</strong>O modelo de negócio das emissoras já mudou, mas muito pouco. O modelo será mais ou menos assente no que era até há uma década atrás, que era assente exclusivamente na venda de tempo de antena (em spots publicitários ou aluguer de horas a produtores independentes).</p>
<p>Ainda assim, a forma de financiamento das estações será sempre baseado em venda de tempo de antena, embora com a Internet se venda, também, espaço no sítio da emissora, mas agora acrescentando ao som, texto e imagens (fotos e/ou vídeos). Além de tempo antena, a rádio já foi financiada de outras formas, como gravação de discos, de registos sonoros para eventos públicos e outras gravações sonoras. Mas isso foi entre as décadas de 1920 a 1960.<strong> </strong></p>
<p><strong>A internet permite que uma pessoa crie e emita a sua rádio. Porque é que bases de web rádios, como a Cotonete, são fenómenos sem grande aceitação? O entusiasmo do ouvinte está sempre dependente do valor acrescentado pelo jornalista e animador?<br />
</strong><strong><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="cotonete" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/s496011.gif" alt="cotonete" width="145" height="70" /></strong>Embora a plataforma “Cotonete” auto-denomine os espaços criados pelos seus utilizadores de &#8220;rádios&#8221;, na verdade não é bem assim. As “rádios” são apenas streamings de áudio que os utilizadores vão criando à medida dos seus gostos, que muitas vezes são únicos. Assim sendo não terá muitos internautas à escuta. No entanto, um dos problemas desses espaços é que não fazem mais que repetir uma lista de difusão, normalmente restrita, ao gosto &#8211; muitas vezes duvidoso &#8211; de quem a escolhe.</p>
<p>Falta o elemento humano, aquele que cria uma ligação emocional com o ouvinte. Falta a incerteza do que será dito a seguir e da música que se escutará. A emoção humana que nenhuma máquina pode imitar. Temos de nos lembrar que quase toda a música está disponível na internet com vídeo. Se apetecer a alguém escutar determinada música, só tem de a procurar. Resumindo, o entusiasmo do ouvinte estará sempre dependente do valor acrescentado do jornalista e animador.<strong> </strong></p>
<p><strong>Web</strong><strong> rádio e a “satellite radio” são uma realidade que parece não conquistar muitos ouvintes tanto em Portugal como lá fora. Porquê?</strong><br />
A rádio via satélite requer equipamento próprio, normalmente caro, e uma colocação por técnicos cuja mão-de-obra também não é barata. Entre gastar €200,00 ou mais ou comprar uma aparelhagem inteira com direito a colunas, cabos de ligação, amplificador, leitor de CDs e rádio, a metade do preço, é fácil ver qual a escolha. As web rádios não conquistam muitos os portugueses porque transmitem as mesmas emissões tanto na Internet como por via hertziana.</p>
<p>Exceptuando, aqui, algumas emissoras que criaram canais próprios, com diferentes conteúdos. A escuta de rádio já migrou há algum tempo quase exclusivamente para o carro. Isto explica a pouca adesão às web radios. Ainda não há muita oferta de auto-rádios com ligação à web, mas a rádio comum é grátis e as ligações à internet pagam-se.</p>
<p><strong>A Mais Futebol terá sido a primeira tentativa de criação de um operador rádio só para a Web. Porque falhou?<br />
</strong>Falta de ouvintes. E se falta quem escuta, não se consegue financiamento para a rádio. Os anunciantes desviam os fundos das campanhas de marketing para onde tem mais visibilidade.</p>
<p><strong>As novas web rádios da Renascença e Antena 1 vão ter, em princípio, programação própria. Em Portugal, haverá ouvintes e publicidade para sustentar estes projectos?<br />
</strong><img class="size-full wp-image-3583 alignright" style="margin: 5px;" title="Grupo Renascença" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/11/gruporenascença.jpg" alt="Grupo Renascença" width="127" height="94" />No caso da Antena 1, ser escutada ou não tem grande problema. O financiamento está assegurado pela contribuição do audiovisual paga por todos nos recibos da EDP. No caso da Renascença, a situação é diferente. Pode conquistar ouvintes, mas nunca serão muito, para já, pelas razões já enunciadas.</p>
<p><strong>O grupo RTP sente a necessidade de ter uma rádio de informação e faz da Antena<br />
1 uma soma de várias vertentes. Uma web rádio pode ser a solução?<br />
</strong>Julgo que não. O modelo radiofónico tradicional ainda está muito enraizado nos portugueses. As limitações das web rádios são ainda bastantes, pois ainda tem de se pagar para ter internet – a hertziana é gratuita, basta um receptor barato – e ainda não se podem escutar nos carros, sem equipamento próprio. A banda larga móvel ainda é muito cara em Portugal ronda os €22,50 por 1 GB ou €10,00 por dez horas. Pode-se escutar um milhão de horas ou mais gratuitamente, nas rádios hertzianas.<strong> </strong></p>
<p><strong>Com a chegada do Youtube, o podcast é raramente falado. Continua a haver autores e as rádios portuguesas não descuram este &#8220;meio&#8221;. Pela facto de poder ser ouvido quando quisermos, o podcast vale mais que uma web rádio?<br />
</strong>Uma coisa não tira o lugar à outra, pois são complementares. Uma web radio é um streaming de áudio, o podcast é um arquivo áudio que pode ser acedido quando se quiser, podendo inclusive subscreve-las através de um feed RSS, que as descarregará automaticamente para o nosso computador.<br />
<strong><br />
Entrevista publicada no <a href="http://diario2.com/%E2%80%9Ca-web-radio-em-portugal-tem-limitacoes-e-vive-de-streaming%E2%80%9D-3812">Diario2</a> a 14.12.2009</strong></p>
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		<title>Mudanças nas redes publicitárias vistas pelo autor do Marketing de Busca</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 10:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>SergioBastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Na semana passada, duas notícias revelavam as mudanças que estão a ocorrer a nível de publicidade na Web portuguesa:</p>
<p>Grupos de media aliam-se à PT em estratégia publicitária (TEK)</p>
<p>Google Portugal oferece 50 euros às PME para experimentarem o AdWords (Jornal de Negócios)</p>
<p>Recorri a António Dias, editor do blog Marketing de Busca, para nos esclarecer sobre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, duas notícias revelavam as mudanças que estão a ocorrer a nível de publicidade na Web portuguesa:</p>
<p><a href="http://tek.sapo.pt/noticias/negocios/grupos_de_media_aliam_se_a_pt_em_estrategia_p_912885.html" target="_blank">Grupos de media aliam-se à PT em estratégia publicitária</a> (TEK)</p>
<p><a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&amp;id=354224" target="_blank">Google Portugal oferece 50 euros às PME para experimentarem o AdWords</a> (Jornal de Negócios)</p>
<p>Recorri a <a href="http://twitter.com/marketingbusca" target="_blank">António Dias</a>, editor do blog <a href="http://www.marketingdebusca.com/" target="_blank">Marketing de Busca</a>, para nos esclarecer sobre os desenvolvimentos que estão a decorrer.</p>
<p><strong>A estratégia delineada pelos grupos de média nacionais é a melhor?<br />
</strong>Não sei quais eram as opções disponíveis para os grupos portugueses mas não vejo de que melhor forma poderiam combater o <strong>Google</strong>, que ameaçava comer-lhes o almoço. Sozinhos estariam quase condenados ao fracasso, uma vez que poucos anunciantes estariam dispostos a criar anúncios em 4 ou 5 redes diferentes.</p>
<p>Isso nota-se ainda um pouco, são ainda poucos os anunciantes da rede e os anúncios estão por vezes muito pouco sintonizados com os conteúdos. Com o passar do tempo espero que haja mais competição para os anúncios e os preços subam.</p>
<p>Por outro lado é necessário que haja liderança e investimento por parte da <strong>Portugal Telecom (PT) </strong>no sentido de desenvolver a plataforma e aproximá-la minimamente da do <strong>Google</strong>, que é claramente mais avançada.</p>
<p>Recordo que a <strong>Yahoo</strong>, que anda nisto há anos, estava disposta a usar a plataforma do <strong>Google</strong> em troca de uma percentagem da receita. Os anúncios do Google pagariam o suficiente para cobrir as receitas do <strong>Yahoo, </strong>pagar a comissão do Google e ainda um valente incentivo para a <strong>Yahoo</strong> abdicar da sua estrutura própria e partilhar a informação. O acordo foi cancelado à última hora.</p>
<p>Nesse caso havia mais anúncios em buscas do que há no <strong>Sapo</strong> (que pagam melhor do que anúncios em sites, jornais, etc) e bastantes mais anunciantes do que em <strong>Portugal</strong>, o que significa que a &#8220;perda de receitas&#8221;, a existir, para os grupos portugueses não será grande.<br />
<img class="size-medium wp-image-331 alignnone" style="margin:5px;" title="marketingbusca" src="http://webismo.files.wordpress.com/2009/02/marketingbusca.jpg?w=300" alt="marketingbusca" width="318" height="203" /><strong></strong></p>
<p><strong>Os anunciantes nacionais têm mais a ganhar, ou quem fica a ganhar são os grupos?<br />
</strong>Uma situação de monopólio nunca é boa para os compradores e só por isso os anunciantes ficam a ganhar. Enquanto vendedores de publicidade nos seus sites também os grupos ficam a ganhar, têm mais uma opção (não conheço a natureza do contracto com a <strong>PT</strong>, se é exclusiva, por exemplo).</p>
<p>Contudo, nota, para as pequenas e médias empresas pouco muda, uma vez que a estratégia eficiente para a maior parte destas é anunciar apenas nos resultados e o Google detêm mais de 90% do mercado (ver <a href="http://www.marketingdebusca.com/artigo/google-quota-mercado-portugal-94/" target="_blank">marketingdebusca.com/artigo/google-quota-mercado-portugal-94</a>).</p>
<p><strong>O que pensas da iniciativa da Google Portugal dar incentivos á experimentação do AdWords?<br />
</strong>A iniciativa do <strong>Google</strong> de oferecer cupões é habitual, por exemplo, no ano passado ofereceram 100 euros aos utilizadores do gmail e têm acordos com sites de webhosting e outros fornecedores para oferecer cupões aos clientes deles. Já o <em>timing </em>poderá ou não estar relacionado, mas nisso só poderei especular.</p>
<p><strong>Acreditas que o sistema de publicidade da Google perderá com a &#8220;estratégia nacional&#8221; da PT?<br />
</strong>A concorrência é boa também para o<strong> Google </strong>mas à partida os sites dos grupos são território onde o Google não entra, logo o Google acaba por perder algo, ainda que isso possa não ser muito significativo (à escala mundial).</p>
<p><strong>Alguma questão que fica por colocar?</strong><br />
No comunicado a <strong>PT </strong>fala em transparência na partilha das receitas. Fico sem saber se isso indica que pretendem estender os seus anúncios a sites externos aos grupos ou apenas de uma farpa ao secretismo do Google. Com apenas 6 membros mal seria se a <strong>PT</strong> não fosse transparente com os outros membros, ainda por cima tendo estes a dimensão que têm.</p>
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