Uma Lady na mesa, uma Gaga na cama


A Pop tem uma nova estrela: Lady Gaga. Um centro da galáxia que mexe com os media, gostos das pessoas e lucros das produtoras de música e espectáculos.

A ousadia sexual e rebeldia rosa, boas armas de divulgação na era actual, pululam na vida/performance de Lady Gaga. O vídeo que promove o trabalho mais recente, “Telephone”, foi “fait divers” nos media pelos “frescos” lesbianos. A RTP emitiu uma breve reportagem.

Lá fora, “Telephone” é histórico não pelas cenas lésbicas, mas pelas marcas que divulga directamente. Tem menções à Virgin Mobile, Heartbeats headphones e Polaroid. O primeiro videoclip com “product placement”?

Marco Paulo canta em “Taras e Manias” alguns dos versos mais marcantes da música portuguesa e que, numa versão liberal de Tim Burton, se poderiam aplicar à artista: “Uma lady na mesa / uma louca na cama / na maior safadeza / você diz que me ama”.

Lady Gaga, dança, fala e é polémica. Ah, e também sabe cantar. Mas o que é que isso interessa na música actual?

Artigo publicado no Do Vinil ao Digital a 18.03.2010

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