Três fadistas estrangeiras


Para além de cortiça, têxteis e jogadores do Futebol Clube do Porto, o fado é um dos produtos que mais exportamos. Esta criação urbana centenária que suplantou outras tantas musicalidades “tradicionais” de Portugal, cresce ano a ano em termos de espectáculos e vendas pelo mundo fora.

Têm vindo a surgir artistas que se apegam a este fragmento da cultura portuguesa. Na Holanda, Japão e Espanha há quem oiça, leia e cante fado ou um “derivado de”. Deixemos os puritanismos de parte e oiçamos três “fadistas” extra-muros.
A multifacetada Maria Berasarte, nascida no País Basco, homenageou recentemente o fado no álbum “Todas las horas son viejas”. Futuramente, colaborará no projecto Adufe de José Salgueiro (Gaiteiros de Lisboa, entre outros) e José Peixoto (ex-Madredeus)

Mor Karbasi actuou há dias no Festival de Música de Sines. Conotada sobretudo com música Sefardita (com raízes judaicas da Ibéria), a israelita cantou o “standard” do fado “A Rua do Capelão”.

Nynke Laverman lançou no primeiro trabalho uma catalogação que se colou a si: Frisian Fado. Friesland é a região mais a norte da Holanda, da qual é natural. Neste CD fez uso de letras do poeta holandês J.J. Slauerhoff e aproximou-se à musicalidade do fado.

Artigo publicado no Do Vinil ao Digital a 30.07.09

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