Michael Jackson: O rei morreu. Viva o rei e o seu fundo de catálogo!


Fãs tiram fotografias à estrela de Michael Jackson no Passeio da Fama, em Hollywood

Fãs tiram fotografias à estrela de Michael Jackson no Passeio da Fama, em Hollywood
John C. Mabanglo/EPA

Como dizia o reverendo Al Sharpton, Michael Jackson foi o primeiro afro-americano a ter projecção alargada, superando no tempo Tiger Woods, Oprah Winfrey ou Barack Obama. O talento inato para o espectáculo, a procura constante pela perfeição e a magia do produtor Quincy Jones foram os catalizadores para o sucesso.

A carreira a solo de Michael Jackson suplantou a música. Absorveu novos campos para a cultura pop, como foi o caso da criação do teledisco que era em si um telefilme. A ex-estrela dos Jackson 5 foi a maior instituição do pop anos 80. Nas décadas que esteve “ao serviço” da indústria vendeu mais de 750 milhões de discos , e produtos como refrigerantes e motocicletas. Foi um ícone, uma referência para muitas pessoas e há quem refira que foi a bolsa de oxigénio para a indústria da música, no caminho que se previa complicado no pós-vinil.

Criou e inovou na performance vocal e de dança. Foi o responsável pela composição de alguns dos seus sucessos e, com Lionel Richie, o tema “We Are the World”. O animal de palco e das grandes produções audiovisuais dos anos 80 sumiu-se na década de 90 após “Dangerous”, quarto álbum a solo.

O ícone Michael Jackson tem uma longa carreira pela frente. Assim como Elvis Presley, Frank Sinatra ou, mais recentemente, Luciano Pavarotti, garantirá receitas extraordinárias post-mortem com o fundo de catálogo. Na era da internet, a qual ampliou a notícia de forma impar , a Amazon tinha os álbuns do artista no topo de vendas nas primeiras horas após o seu desaparecimento Numa das imagens que chegaram pela TV, via-se uma pessoa a vender t-shirts do “rei da pop”. Na sexta-feira, uma mensagem de uma operadora de telemóvel portuguesa recordava os clientes que podiam adquirir para os seus aparelhos toques de… Michael Jackson.

Afinal, são 45 anos de carreira de um artista que mais do que receber, muito deu aos fãs, a instituições de solidariedade e, também, ao voraz mundo da indústria pop.

Artigo publicado no Do Vinil ao Digital a 29.06.09

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