Igor Stravinsky: A Sagração da Primavera


Igor Stravinsky

Igor Stravinsky

Chuva. Sol. Neve. Calor. Nesta Primavera os elementos já nos circunscreveram às várias etapas climatéricas que estão reservadas às quatro estações. Contudo, acreditamos abertamente no adágio “em Abril, águas mil” e esperançados estamos que Maio, além de maduro, seja mês de praia e sardinhadas ao ar livre.

O substantivo Primavera é o contexto de uma das obras maiores de Igor Stranvinsky . “A Sagração da Primavera”, surgiu na partilha de inspirações com o pintor Nicholas Roerich. A peça foi composta entre 1912-1913 para ballet, foi coreografada por Vaslav Nijinsky e muito apupada na estreia, a 29 de Maio de 1913. A nível de composição e de bailado ia contra os cânones da época, era ultrajante e pioneira. Hoje é reconhecida, bela e ainda desafiante.

Como uma obra de arte é intemporal, é de sobejar a actualidade de “A Sagração da Primavera”. Não, não vou referenciar com a crise que nos toma a maioria das manchetes informativas, mas com a cultura audiovisual. Quero com isto dizer que a peça musical poderia ter sido composta para um filme como a “Guerra das Estrelas”, pois assemelha-se ao que se vem escrevendo para filmes do género.

Não serão os escritores de bandas sonoras de filmes os contemporâneos compositores de música “erudita”?

Artigo publicado no Do Vinil ao Digital a 20.04.2009

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