Mastodon: música para respirar


Os Mastodon vão passar pelo palco principal do festival Alive, em Oeiras, no dia de Metallica

Os Mastodon vão passar pelo palco principal do festival Alive, em Oeiras, no dia de Metallica

Os Mastodon acabam de lançar “Crack the Skye”, o quarto álbum de originais numa carreira de 10 anos. A banda afirmou-se com uma musicalidade que assimilava influências do thrash metal dos anos 80, rock progressivo, ao metal core praticado no início da presente década.

A frescura de ideias levou-os à confirmação na Relapse, uma das boas editoras independentes de música extrema e a subida à divisão maior na Reprise do Warner Music Group.

Utilizando uma frase corriqueira, “Crack the Skye” foi o maior desafio para os quatro elementos de Mastodon. Ambicionavam alcançar novas vias enquanto autores. Compor o “Led Zeppelin IV” das suas carreiras como diz Brent Hinds, vocalista e guitarrista à Guitar World.

“Crack the Skye” é um registo menos intenso, com liberdade para solos de guitarra, expressão de voz, melodia e ambientes onde se relaxa e respira, como dizem.

“A maneira como somos agora é como eu queria que fossemos desde o início. Não poderíamos sê-lo porque tivemos de passar por várias fases de transição e crescimento”, diz Brent. A frase é inteligente e descreve o estágio que algumas bandas não chegam a superar. Na dialéctica entre o gosto dos fãs e dos autores, por vezes, estes últimos saem vencidos. Conquanto, a história diz-nos que o que foi pode voltar a ser. Veja-se os Metallica que com “Death Magnetic” reviveram alguma da qualidade que tinham proposto até ao álbum homónimo de 1991.

O grupo norte-americano actua em Portugal a 9 de Julho no festival Optimus Alive que terá lugar no Passeio Marítimo de Algés em Oeiras.

Mastodon Divinations (“Crack the Skye” 2009)

“Guitar World” in studio with Mastodon

Mastodon – Mother Puncher (“Remission” 2002)

Artigo publicado no Do Vinil ao Digital a 04.05.2009

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