As petições públicas são como as cerejas 1


Nas últimas semanas, o termo petição tem estado em voga. O mais mediático foi promovido pela Plataforma Cidadania e Casamento, que recolheu 92 mil assinaturas com o objectivo de levar a referendo a questão do casamento de pessoas do mesmo sexo. Outras, no entanto, desenvolvem-se na Internet.

A resposta nacional ao Petition Online, chama-se Petição Pública. Trata-se de um site onde se alojam gratuitamente as mais variadas manifestações de interesses e que “pretende constituir um serviço público de qualidade a todos os cidadãos portugueses.”

O Petição Pública ganhou mediatismo com a intervenção do jornalista desportivo Rui Santos. Durante várias semanas promoveu no seu espaço da SIC Notícias, a “Petição Pela Verdade Desportiva”, entregue há dias na Assembleia da República. Recentemente outra proposta chegou à agência Lusa e aos demais meios da comunicação social: a “Petição por Voos Low Cost nos Açores”. Em pouco mais de uma semana, supera as oito mil assinaturas.

As petições são como as cerejas, existem para todos os gostos e são uma boa sondagem das preocupações dos cidadãos. São exemplos, temas como a “Redbull Air Race“, a “Carreira de Enfermagem”, ou a menina russa Alexandra. Existem, contudo, propostas que vencem pela curiosidade e humor: “Petição Segunda-feira deve fazer parte do fim-de-semana”, “Petição Contra o Regresso dos DZRT” e “Petição Retorno do Gelado Fizz Limão da Olá”.

Artigo publicado no Diário2 a 13.01.2010


Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado.

One thought on “As petições públicas são como as cerejas