Baraka


Nem Buraka Som Sistema, nem Barack Obama.
Este texto é sobre “Baraka”, o documentário de Ron Fricke e, sobretudo, a sua musicalidade.

O realizador recolheu em cinco continentes, paisagens da humanidade e da natureza por si moldadas. Em 1992 editou “Baraka”, filme documental sem narração do qual fazem parte música e imagem com desmedida fotografia. Em Portugal este género teve destaque com “Microcosmos” (1996) de Claude Nuridsany.

Ficamos fascinados com uma boa fotografia a preto e branco tirada num continente distante ou com uma imagem recolhida por satélite a um quadrado do planeta. Esse é um dos fascínios que fez de “Where The Hell is Matt?” um dos vídeos do YouTube mais virais dos últimos meses e de “Baraka” um filme de beleza rara. Em ambos a musicalidade ganha outra dimensão.

“Baraka” constrói-se com sons ocasionais da natureza, ritualidades humanas, seis trechos originais de Michael Stearns e outras participações. As criações deste autor americano reflectem a transglobalidade que o realizador quis imprimir ao documento. São peças de música ambiente onde a fusão de estilos é por vezes evidente mas não exagerada.

“Koyaanisqatsi”, filme do mesmo género editado na década anterior, teve composições de Philip Glass num estilo marcadamente minimalista.

Artigo publicado no Do Vinil em Digital a 13.03.2009

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