5 blogues pessoais e transmissíveis


[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 15.09.2009]

O fim da blogosfera foi anunciado há menos de um ano. Artigos da Wired e Economist foram o mote da discussão que decorreu ao longo do último trimestre de 2008. Não houve auto-proclamado “guru” de Internet que não tivesse uma opinião. A maioria concluiu que o término dos blogues enquanto comunidade era uma realidade que tomara forma meses antes.

A menor interacção e troca de comentários entre bloggers, a diminuição da criação de blogues, o escape de certos autores para meios como o Twitter, a ascensão das redes sociais como forma de expressão da nova geração são os motivos apontados para o “fim” da blogosfera. No entanto, esta plataforma continua a ser a melhor para a difusão de ideias na Internet. Na reentré da sua Janela Indiscreta, programa da Antena 1 que retrata a pluralidade da blogosfera portuguesa, Pedro Rolo Duarte dizia “não substituindo de todo a opinião de jornais e mesmo das rádios e televisões, a verdade é que a plataforma blogue é mais um patamar claramente definido no universo da informação. Isto significa que começa a ser corrente dizer, quando queremos falar do mundo dos média, frases do género ‘depois de ver as televisões, ouvir as rádios, ler os jornais e os blogues, cheguei à conclusão de que…’ “.

Se os blogues definham ou não, saberemos mais detalhadamente com o State of Blogosphere que a Technorati está a preparar. Entretanto, deixo-vos cinco provas de como um blogue pode fazer a diferença. No tema, na escrita e dinâmica são espaços pessoais e transmissíveis.

Como é a vida de um condutor da Carris? Rafael Santos conta-nos em Diário do Tripulante.

A opinião muito particular de João Manuel Serra (O Senhor do Adeus) está em O Senhor do Adeus – Rubrica de Cinema.

Desde 2006 que Pedro Silva nos explica como é a vida dos vendedores de jornais, revistas e derivados em Diário de um Quiosque. Pena não ser actualizado desde Julho.

A Vanessa Quitério tem pela frente Um Ano à Experiência na Amareleja enquanto professora. Reflexões pessoais na aldeia mais quente de Portugal.

A vivência de voluntários europeus na associação Rato-ADCC e na margem sul pode ser consultada no EVS Blog.

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