Book Worms, a rede social dos livros


[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 03.08.2009]

Pedro Sousa e Rui Leitão são as faces visíveis da Think Orange, empresa que nasceu para dinamizar uma ideia vencedora: a BookWorms. Premiada no Sapo CodeBits 2007, concurso que divulga ideias com futuro na Web, esta rede social sobre livros passou de projecto a realidade e foi apoiado pelo portal português da Portugal Telecom. Conversámos com ambos sobre o passado, presente e futuro desta “network” portuguesa.

O projecto BookWorms nasceu no Codebits de 2007. Que balanço fazes destes dois anos de desenvolvimento?
Pedro Sousa: Foi um grande salto. Quando criámos o protótipo do BookWorms para o concurso do CodeBits nunca imaginámos que iria resultar numa versão online dentro de um ano, apoiada pelo Sapo e que no meio isso resultaria também na criação da a Think Orange e de outros projectos. Penso que a interacção dos portugueses com a internet evoluiu muito no último ano e temos muitos projectos interessantes a serem lançados em Portugal.

O blog WebMania descrevia o projecto como o “Hi5 dos livros”. Concordas com a designação?
P.S.: No sentido de ser uma rede social online que aproxima pessoas com os mesmos interesses (neste caso os livros), sim. Temos ampliado as ferramentas de comunicação entre as pessoas no BookWorms se queremos continuar a incentivar a leitura e a discussão.

Quantos “leitores” tem neste momento a rede?
Rui Leitão: Neste momento, temos cerca de 2500 utilizadores registados. Estamos contentes com o número de utilizadores que temos, sabendo que este é um projecto recente e cujo público-alvo não deixa de ser um nicho. Estamos a falar de utilizadores que usam a internet, que têm como hábito regular a leitura e que são maioritariamente portugueses.

Desses, qual é a percentagem de não portugueses?
R.L.: É difícil dizer com certezas. Os utilizadores não são “obrigados” a disponibilizar a sua localização aquando do registo. A sensação que temos é que os utilizadores fora de Portugal serão entre 5 e 10%, sendo que nestes incluo já alguns emigrantes portugueses residentes em países como França, Alemanha, Luxemburgo, Argentina, etc…

Quantas resenhas a livros já têm em base de dados? O crescimento tem sido gradual, mês a mês?
P.S.: Temos cerca de 500 críticas ou opiniões acerca de livros presentes no BookWorms. Desde o início do ano que assistimos a um crescimento muito positivo no número de críticas.

Estão a programar novidades para o BookWorms? Que sugestões têm recebido por parte dos “leitores”?
P.S.: Existe um grande desejo nos fãs do BookWorms de melhorar o sistema de recomendações e mais possibilidades de discussão sobre livros. Neste sentido vamos implementar melhorias nas recomendações na rede de contactos, vamos deixar as pessoas iniciarem tópicos de discussão sobre livros e vamos ampliar a comunidade do BookWorms de forma a incluirmos autores, editoras e outros membros importantes.

A participação institucional em redes como o Twitter tem sido vantajosa? Esperam alargá-la a outras?
P.S.: Sim, o Twitter tem sido uma ferramenta preciosa para comunicar com os nossos utilizadores e fãs. Por exemplo, muitas vezes usamos para divulgar outras iniciativas, para obter feedback após uma actualização da plataforma ou discutir novas funcionalidades. O Facebook poderá ser outro canal de comunicação a usar no futuro.
RL: O Twitter foi de especial importância nas primeiras semanas após o lançamento do BookWorms. Tivemos feedback de grande qualidade por parte dos primeiros utilizadores. Foi importante para perceber a prioridade das funcionalidades a desenvolver, bem como um agradecimento pelo nosso trabalho.

A estratégia de futuro passa por traduzir a rede em várias línguas?
P.S.: Sim, temos um plano de expansão para outras línguas mas isso só acontecerá provavelmente daqui a um ano, neste momento estamos preocupados em melhorar a experiência dos utilizadores e evoluir a plataforma.

Num ano em que o termo “monetizing” está em voga, com a concretização do Twitter e Facebook, a BookWorms consegue pagar o investimento humano e de hardware que tem? Como?
P.S.: Embora os custos envolvidos com o BookWorms sejam muito pequenos, ainda não conseguimos cobrir o investimento. Mas é um projecto na sua infância e nós temos alguns planos para gerar receitas a longo prazo.

Uma última questão. Recebem feedback por parte das editoras livreiras portuguesas?
P.S.: Temos falado com várias editoras de forma a adequarmos os nossos conteúdos a este nicho, esperamos uma maior integração com as editoras e os autores para trazer mais energia ao BookWorms.

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