Como dinamizar a divulgação Web 2.0 da Feira do livro de Lisboa 1


[este artigo foi escrito para o blog da consultora Booktailors e publicado a 02.06.2009]

A cada ano que passa, os profissionais das disciplinas de publicidade e marketing estão mais conscientes que é necessário ir ao encontro dos consumidores na Web 2.0, um universo digital e interactivo por excelência. O mercado livreiro não é excepção e tem realizado experiências na blogosfera, em redes sociais como o Facebook e Twitter, através de ferramentas de difusão multimédia como o Youtube, etc.

A 79ª Feira do Livro de Lisboa estreou um modelo de comunicação digital assente no site institucional, blogue, perfil de Twitter e Facebook. Como referi no espaço de opinião Twitter Portugal, “é um modelo eficaz que pode ser aperfeiçoado”.

Tal como em outras áreas, na comunicação a criatividade é o limite e as plataformas Web 2.0 são o meio para veicular a mensagem. Mais do que transmitir, as ferramentas que a Internet disponibiliza nos tempos de hoje são de interacção, colaboração e resposta.

O modelo de comunicação digital utilizado (blogue + Twitter + Facebook) pode ser melhorado com as seguintes dinâmicas:

1. Responder e envolver. A postura do emissor por detrás do blogue e redes da Feira do Livro de Lisboa é unidireccional e neutra a quem lhe segue. Desenvolver a interacção é possível, por exemplo, pedindo o envio de questões para conferências que decorrem no recinto, realizando sondagens e passatempos, solicitando opiniões e materiais registados na feira.

2. Partilhar. Ao papel de difusor, deve-se acrescentar a de receptor e promotor de testemunhos colocados online sobre o evento. Textos, imagens e vídeos de bloggers e meios de comunicação social devem ser partilhados com a comunidade que segue a Feira do Livro de Lisboa no Twitter e Facebook de forma a rentabilizar a informação presente na Web mas também a cooperação e a intimidade entre evento e “utentes”.

3. Usabilidade no blogue. O espaço de exposição que é o blogue pode ser melhorado com ferramentas de socialbookmarketing em cada post que façam a ligação a redes sociais. Mais textos diários seriam recomendáveis, encurtados no total de caracteres e fazendo maior uso de formatos multimédia (som, imagem e vídeo).

4. Vídeo streaming. Uma imagem vale mais do que mil palavras e como tal, é seria interessante transmitir conferências, debates e entrevistas em video streaming ao vivo na internet. A Web 2.0 oferece-nos o Ustream e Mogulus para esse efeito. Redes como o Facebook e Twitter fazem o resto, promovem a discussão na hora e podem replicar estes conteúdos mais tarde após editados.

Em jeito de conclusão, mais do que ouvir o utilizador de internet quer participar, interagir e envolver-se. É obrigatório potenciar esta característica natural da comunicação em qualquer evento divulgado via “world wide Web”, quer seja a Feira do Livro de Lisboa ou outro de contexto diferente.


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