A Web 2.0 sobreviverá à crise?ype, joost 1


Há quanto tempo não é conhecida uma choruda compra de uma plataforma Web 2.0? A crise económica está a condicionar, e a equacionar, o negócio online. Por outro lado, grandes investimentos efectuados há uma década estão a ser analisados.

A Yahoo vai fechar a GeoCities, plataforma de criação de sites comprada por 3 mil milhões de dólares há 10 anos. A medida é justificada na optimização de custos que a empresa está a realizar.

O sucesso do Joost, canal de TV online criado pelos empreendedores do Kazaa e Skype, não foi o que se esperava. Perante os concorrentes do YouTube e Hulu (NBC e News Corp), falou-se nas últimas semanas que pode criar uma parceria com a Time Warner Cable de forma a viabilizar-se como projecto.

O próprio YouTube vive tempos conturbados. Uma análise financeira da Credit Suisse afirma que o portal mais popular de vídeos pode vir a registar um deficit de 470 milhões de dólares até ao fim do ano. A insuficiente rede de publicidade e custos de infra-estrutura de banda larga motivam apenas um sucesso virtual.

O Skype não se consegue implantar como modelo de negócio na eBay, empresa que o adquiriu por 2,6 mil milhões de dólares há quatro anos. O portal de leilões anunciou em Abril que vai promover um IPO (initial public ofering) á plataforma Skype em 2010. O chamado “spin off” permitirá o desenvolvimento separado de identidades e negócios de ambas as soluções Web. Foi noticiado que os anteriores responsáveis pelo Skype estariam interessados o comprar.

Há quem vaticine, há alguns meses, um cenário igual ao de 1999: a implosão da bolha da Internet em Wall Street. A Web 2.0 sobreviverá à crise financeira que atravessamos?


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One thought on “A Web 2.0 sobreviverá à crise?ype, joost

  • Pauloacsm

    O sucesso das empresas web 2.0 estará cada vez mais condicionado pela real capacidade de estas gerarem receitas, e não pela capacidade de angariarem utilizadores. O YouTube é sintomático: Tem muitos utilizadores que são geradores de despesa, não de receita – muitos países do 3ºmundo são heavy users dos conteúdos do Youtube, consumindo recursos e largura de banda, mas não geram receitas para os anunciantes.

    Dois artigos muito interessantes sobre este tema: From web 1.0 to web 3.0: Mapping the Current Web Transition http://tinyurl.com/cwuqxn e How should internet companies handle regions that generate trafic (demanding bandwidth)and not generating revenue? http://tinyurl.com/cdgqmz