Gripe suína: is Twitter killing the media star?


[este artigo foi escrito para o blog do TwitterPortugal e publicado a 28.04.2009]

Chegou uma nova estirpe do vírus da gripe. Com ela, gerou-se um fenómeno social planetário que, primeiramente, evoluiu em redes sociais como o Twitter, horas depois nos blogues e agora é analisado pelos média tradicionais.

Adam Ostrow conferia ontem no Mashable que a cada hora eram escritos 10.000 tweets sobre a “gripe suína”. Ao longo de segunda-feira, nas quase 5.900 contas acompanhadas pelo Twitterportugal registou-se uma média de 575 tweets sobre o tema.

Alguns analistas levantam as seguintes questões em meios de comunicação social:

1. As redes sociais não estão promover a desinformação?
2. As autoridades não deviam ter um papel mais activo em plataformas como o Twitter?
3. Que credibilidade têm os comentários lançados por “anónimos” nas redes sociais?
4. O papel de gestão de informação dos jornalistas está a perder “mediatismo”?

Brennon Slattery da PC World e Evgeny Morozov da ForeignPolicy assinam as principais críticas à “socialização da má informação”. O primeiro refere: “this is a good example of why [Twitter is] headed in that wrong direction, because it’s just propagating fear amongst people as opposed to seeking actual solutions or key information”. Já Evgeny Morozov é contundente quanto à que deveria a acção das autoridades: “In moments like this, one is tempted to lament the death of broadcasting, for it seems that the information from expert sources — government, doctors, and the like – should probably be prioritized over everything else and have a higher chance of being seen that the information from the rest of one’s Twitter-feed, full of speculation, misinformation, and gossip”.

A “gripe suína” sucede a outras “pandemias” globais: gripe aviária, vírus do Nilo, crise dos nitrofuranos, encefalopatia espongiforme bovina, etc. Â natureza da comunicação social em hiperbolizar a má noticia, junta-se o nosso ADN cultural que valoriza cenários apocalípticos. É o caso do filme recente Sinais do Futuro, onde a humanidade enfrenta a extinção.

Com a massificação das plataformas conhecidas como redes sociais, a informação é divulgada de forma célere, por mais pessoas e a gestão não pode ser assumida pelas autoridades, empresas e meios de comunicação de forma leve e descomprometida. Os tempos são outros. O ritmo activo de há dois anos é o ritmo passivo nos nossos dias.

Há exemplos de boas práticas na divulgação de notícias filtradas na Web 2.0:

1. O Centers for Disease Control and Prevention, instituição estatal americana, divulga informação sobre a “gripe suína” através do perfil @CDCemergency
2. A HealthMap transmite informações através da e uma conta @healthmap
3. No Google Maps foi criado um registo das vitimas do vírus.

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